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terça-feira, 5 de julho de 2011

2008 - Dia 3:



Sábado

Café da manhã e rua, novamente. O objetivo do dia era o almoço no Mercado del Puerto e o passeio (sempre a pé) pela Ciudad Vieja. Passamos pelo Theatro Solís (entramos, tiramos fotos), pela Plaza da Independencia e Mausoléu do Gen. Artigas.


Adentramos a Ciudad Vieja em direção à Catedral, onde havia uma feira de antiguidades na praça em frente. Depois, seguimos em direção ao Mercado passando por várias praças, com fontes e monumentos belíssimos, além de prédios com arquiteturas antigas fantásticas.



Como era sábado, tudo fechado. Nem sei o nome da maior parte das coisas que vi. Mas posso afirmar que, pra mim, foi a parte mais bonita do passeio. Pra ter uma noção, só chegamos ao Mercado perto das 16h. Lotado. Muita gente almoçando ainda. Famílias, grupos, muito barulho e risadas. Me senti num galpão ou num CTG em almoço de 20 de Setembro. Muito, muito, muito bom. Principalmente o cheiro das carnes assando. Não só o cheiro é fascinante, mas a visão que elas propiciam. 

Sentamos em um dos muitos restaurantes e escolhemos os cortes para comer. Nada de parrillada completa, não. Comer glândulas e vísceras não é pro meu paladar. Escolhemos os tradicionais Entrecot, Asado en tiras, Chorizo, Queso Parrillero, Pimentón... e cerveja! Lembro de ter gastado cerca de R$ 30.

(Na foto de cima um 'daqui a 40 anos e agora' na frente da La Cigale. Prevemos nosso futuro!
 Embaixo, feirinha do Mercado del Puerto e El Perro, mí amigo)

Voltamos bêbados rindo e tirando fotos pela Ciudad Vieja, como se estivéssemos nas ruas da cidade onde crescemos. Cada um na sua cidade do interior de origem. Em um dado momento a guia estava perdida e nem nos demos por conta. Só depois de ela dizer: "Ah... agora sei onde estamos!". E voltamos para o hotel para dormir um pouco antes jantar no La Pasiva e da última balada da viagem.


Acordamos, jantamos e voltamos ao Pony Pisador. Era muito mais a nossa cara. Nesta noite tiramos fotos com 'novos amigos', conversamos EM ESPANHOL com o DJ, rimos de umas moças que entraram no bar com uns pênis de cartolina na testa, que o nosso novo amigo DJ explicou se tratar de uma despedida de solteira. E a Lu ainda achou um híbrido de Fito Paez com Albert Einstein e tirou foto! Depois, voltamos 'bem felizes', dançando pela Plaza da Independencia (sobre o Mausoléu do Gen. Artigas, inclusive). Ah, se o Artigas falasse... Nos deportavam na hora!


Vimos um aglomerado de pessoas no que parecia a porta de um bar lotado e corremos pra ver qual era. Era uma boate gay, não lembro o nome (mas era perto da Plaza Independencia, pois enxergamos dali). Fomos muito bem recebidas pelos meninos e por uma Drag que estavam na frente, era final da festa. O Alemão se encarregou de registrar em fotos o encontro, meio contrariado. Depois de lá, fomos pra uma carrocinha de panchos e chivitos que havia lá perto (tem várias pelas ruas) - bem fim de noite - porque uma das meninas estava com fome. Alguns deles foram conosco, conversando e muito simpáticos. 

Voltamos ao hotel muito cansados e beeeem mais tarde do que nas noites anteriores, mas valeu muito a pena.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

2008 - Dia 2:

Sexta-feira (Santa)

Acordamos cedito e já fomos para o café da manhã. Daí, pernas pra que te quero. Nosso objetivo era conhecer o Estádio Centenário, um templo do futebol mundial. Caminhamos pela 18 de Julio em direção ao dito cujo. No caminho, minha saga era conseguir um jornal para ler as notícias. Mas tudo estava fechado. Feriado. Nem tem jornais nos feriados lá, pelo jeito! 


Passamos por prédios antigos que depois descobrimos ser da Escuela de Artes da Universidad de la República,  do Banco República e outros até chegar ao Obelisco, na Bulevar General Artigas. À esquerda fica o Terminal Tres Cruces, mas nosso destino era à frente. Por isso, adentramos a Av. Dr. L. de Morquio até o Parque Batlle em que o Estádio se encontra. Lá existe o Museo del Fútbol, que estava fechado por conta do feriado, obviamente. Tiramos fotos ao redor, nos vãos dos portões e depois, fomos almoçar. 

Escolhemos um lugarzinho simpático, em alguma esquina da 18 de Julio e pedimos pizza de queijo, pois não comemos carne na sexta da Paixão (coisas de católicos e seus amigos). O preço foi mais ou menos o de sempre. A pizza enorme, sobrou. E olha que eu amo pizza e o queijo deles é demais. 

Dali, nos informamos sobre um ônibus que nos levasse ao Parque Rodó e às Ramblas. Entendemos mais ou menos, entramos num ônibus e descemos na metade do caminho, com o nosso mapa. Caminhamos bastante até chegar no dito parque, mas vimos e registramos muita coisa bonita até lá, incluindo o Edifício do Mercosul. Mas a vista valeu a pena! Ficamos lá até descansar as pernas. Mais fotos e risadas. E voltamos também de ônibus para perto do Hotel. Desta vez fomos até o destino DENTRO do ônibus. Hehehe.




Antes de voltar ao hotel, demos a paradinha básica na sorveteria La Cigale (sorvete sabor "Ferrero Rocher" todo santo dia). Mais uma vez: banho, jantar, cervejas e rua. Só que na sexta fomos ao Almodóbarna Rincón, perpendicular à Bartolomé Mitre - não achei o link, mas pelo endereço não existe mais, há outro 'boliche' no lugar. Lá tocava rock, eletrônica e pop. O ambiente era beeem maior que o Pony. Menos aconchegante, eu diria. O povo era mais 'patricinho', mas o lugar era bacana e bonito. 


Pagamos o equivalente a duas cervejas pra entrar (lembrando que todas as cervejas mencionadas aqui são de 960mL), que bebemos lá dentro. Voltamos pro hotel mais ou menos no mesmo horário da noite anterior e nas mesmas condições. Rss.

domingo, 3 de julho de 2011

2008 - Dia 1:

Quinta-feira  

Saímos de Porto Alegre num vôo das 14h (Gol) e chegamos ao aeroporto de Carrasco lá pelas 16h. De lá, pegamos um transfer (van) previamente reservado pela nossa amiga-guia. Éramos 6 na van, nós quatro mais um casal de paulistas. Pagamos U$ 25 ou U$ 30 cada um pelo translado ida e volta ao aeroporto, com direito a papos e explicações do tiozinho em espanhol ligeiro (não entendemos muita coisa) e passeio pelas Ramblas na chegada.


No Hotel Lancaster (na Plaza de Cagancha), os recepcionistas nos receberam muito bem para o check-in. Largamos as coisas no hotel e já corremos pra rua pra dar uma caminhada pela Av. 18 de Julio, a principal avenida do centro da cidade. Andamos em direção oposta à Ciudad Vieja e descobrimos uma amostra de cinema na Cinemateca 18 logo nos primeiros quarteirões. Mais adiante uma Igreja Universal do Reino de Deus (está em toda parte) e depois sentamos no largo do Palácio Municipal, onde os cidadãos locais tomavam seus tradicionais mates, brincavam com suas crianças e batiam papo bem felizes e onde há uma réplica do David de Michelangelo bem grande!


Na volta, paramos no supermercado (Ta Ta) e pegamos umas Patricias para levar aos frigobares e fazer o 'aquece' antes da baladinha.

Depois do banho, chapinhas, maquiagens das meninas e das Patricias dos quatro, saímos pra jantar. Comemos numa esquina da 18 de Julio uma espécie de prato feito: arroz, carne, salada. Comer não é muito barato, mas sempre escolhíamos os pratos mais simples e em conta nos cardápios. Tudo pra poder gastar mais com cerveja!  Por refeição, gastávamos em torno de R$ 15 cada um. Refrigerantes são caros. Optávamos por cerveja! Hahahaha.


Voltamos ao hotel, escovamos os dentes, mais uma olhadinha no espelho pra ajeitar os vestidos, outra Patrízia e rua. Saímos a pé em direção à Plaza da Independencia, Puerta da Ciudadela e, enfim, na Calle Bartolomé Mitre. Entramos no 'boliche' (lá eles chamam os bares/festas assim) El Pony Pisador e a-do-ra-mos. O nome é uma alusão à estalagem do "Senhor dos Anéis -  A Sociedade do Anel". Música ao vivo - pop, rock e outras cositas más, gente alegre e bonita, sem pagar pra entrar e com mais Patricias (além de Zilertal e Pilsen, que também tomamos). Ficamos por lá mesmo. E a noite foi muito legal. 

De volta ao hotel lá pelas 2h30, cansadíssimos e 'bem alegres', caminhando pelas ruas com um uruguaio e um brasileiro que se diziam aspirantes a jogadores de futebol. Nós mentimos que iríamos com eles ao jogo do Peñarol no domingo. Peguei o telefone do menino e ÓBVIO que não liguei.